Era uma vez um coração que todos os dias quando sente a presença de um outro coração, bate aceleradamente desejando a presença junto dele, é como se estivesse a faltar uma parte. Ele afirma que o sorriso de quem ama, é como ver o sol a nascer numa bela manhã de Primavera, consegue-o derreter e faz esquecer que amar por vezes é sofrer.
Chegou o dia em que ele precisou desabafar e pediu ajuda ao cérebro:
- Cérebro, diz-me o que posso fazer?
- Infelizmente não poderei ajudar-te, se estás a passar por isso, imagina eu que penso nele todos os dias, desejo-o e passo as noites a imaginar como seria aquele momento se estivesse comigo.
Os cincos sentidos resolveram falar começando pela Visão:
- Quando eu o olho, parece que estou a ver uma miragem diante de uma pessoa tão linda e pura como sempre desejei;
Seguiu-se a Audição:
- Quando ouço aquela voz parece ser música para mim;
O Olfacto:
- Quando eu sinto o perfume dele, parece que estou num campo com as mais lindas flores perfumadas;
O Paladar:
- O beijo dele tem um sabor especial. Quando eu o beijo parece que vou explodir de tanto fervor;
Por fim, chegou a hora do Tacto e ele simplificou:
- Realmente que saudades de tocar aquele corpo e senti-lo nos meus braços, o mais importante é que quando o sinto nos meus braços parece que não existe mais nada no mundo, apenas aquele momento inesquecível.
Conclui-se que este é o meu coração, este é o meu cérebro, são estes os meus cincos sentidos e tu és as pessoa que eu amei como nunca amei ninguém...

